A Dança do Ciclo Menstrual

No nosso interior há uma força invisível, uma energia que nos balanceia, nos acompanha, nos convida a dançar, a mover e, acima de tudo, a conhecer partes de nós que descansam escondidas. É chegado o momento de vivermos a nossa vida cíclica, uma vida conectada com as antigas forças da natureza, do nosso corpo e do mundo.”

A Dança do Ciclo Menstrual

Relação entre o Ciclo, as Estações e as fases Lunares

A fase pré-ovulatória, A PRIMAVERA (Lua Crescente)

Eu sou pura energia e vitalidade! Sinto-me renovada, com vontade de fazer mil coisas, direta, determinada, extrovertida, como uma planta que germina em busca do sol, cheia de força, eu posso, eu SOU!

A fase ovulatória, O VERÃO (Lua Cheia)

Sinto-me completa, fértil, tranquila, empática. Gosto de compartilhar o que eu sou e o que eu tenho. Como uma macieira entrega seus frutos, entrego-me à vida.

A fase pré-menstrual, O OUTONO (Lua Minguante)

Sinto-me sensível, é hora do recolhimento, ir lentamente até ao meu interior, à minha gruta. Reflito sobre mim mesma, sobre a vida, sobre o mundo. Começo a ver o que está oculto, o que não se vê. Agora eu vejo com os olhos do útero e posso conhecer a escuridão.

A fase menstrual, O INVERNO (Lua Nova)

Estou tranquila, em paz, serena. Respeito a minha energia baixa e descanso. Sonho, conecto-me com o mais profundo do meu ser. Como uma semente, como uma estrela, a pulsar lentamente e a brilhar internamente. Existo apenas para mim, só para mim. Cuido-me.

(Trecho adaptado de El Tesoro de Lilith)

Airmid, a Senhora das Ervas

A Deusa Airmid é mais conhecida como uma Deusa herbalista, e, portanto, está diretamente associada com estes presentes verdes da terra. Ela, é filha de um médico Tuatha (Dian Cecht) e junto de seu irmão Miach, que também foi um curador hábil, superou os poderes de seu pai.” (Os Vários Nomes das Deusas)

A associação de Airmid com fitoterapia é ilustrada na história de descoberta das 365 ervas medicinais que cresceram perto do túmulo de seu irmão, após ela derramar sobre ele suas lágrimas. Brotou uma erva para curar as doenças de cada um dos 365 nervos do corpo humano, que ela reuniu cuidadosamente em sua capa. Mas, infelizmente, seu pai receoso, misturou-as para que suas aplicações não fossem conhecidas por outros.

De qualquer forma a sábia curandeira manteve as funções de todas as ervas firmemente em seu coração e mente antes que seu pai conseguisse misturá-las. Por fim, criaram juntos um poço de Águas Curadoras com as essências das ervas, e cantaram encantamentos sobre o Bem, para fortalecer este lugar.

As águas foram utilizadas para ajudar guerreiros mortos e feridos nas batalhas, e abençoar quem precisasse de cura; por isso, a Deusa também é lembrada através dos poderes da água e do som. É recomendado ‘chamá-la’ e pedir por seu auxílio e proteção, sempre que se for lidar com estes elementos.

(Releitura do conto, por Larissa Isolani)

Yule | Solstício de Inverno

Hemisfério Sul: Entre 21 e 22 de Junho
Hemisfério Norte: Entre 21 e 22 de Dezembro

Após passarmos por Mabon/Outono, enfim chegamos ao ‘meio do caminho’. Este Sabbat é considerado o retorno da Luz: Enfrentamos a noite mais longa do ano em celebração ao renascimento do Deus Sol, que em Yule é sinal de que em breve os tempos gélidos irão embora e de que uma nova fase de alegrias está se aproximando novamente: Ostara/Primavera! A partir deste momento, o Sol ficará mais forte a cada dia até atingir seu apogeu em Litha/Verão.

Algumas correspondências:

Ervas Típicas: Louro, Camomila, Alecrim, Sálvia, Zimbo, Cedro. Cores: Vermelho, verde, dourado e branco. Alimentos Típicos: Castanhas, frutas como a maçã e peras, bolos de castanhas embebidos de cidra, chás de gengibre ou hibisco. Pedras: Rubi, granada, olho-de-gato.

Bem-vindo Seja!

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A Lenda das Treze Matriarcas

Conta-se que há milhares e milhares de anos a Terra era o próprio paraíso. Os humanos viviam em paz e equilíbrio com todos os outros seres da criação, havendo respeito entre homens e mulheres e entre os diferentes povos. Porém, mesmo vivendo em plena harmonia, surgiu, não se sabe de onde, uma pequena semente de ganância que se plantou nas mentes e corações dos seres humanos. Essa semente germinou à medida que os homens começaram a tirar o ouro do ventre da terra, pois eles acreditavam que fosse a própria luz do Pai Sol materializada e que quem possuísse mais dessa luz teria mais poder e reinaria sobre os outros.

O desejo de poder e de dominação apoderou-se dos humanos. Não mais havia harmonia entre as raças. Atos de violência começaram a proliferar, uns contra os outros e contra os animais. Queimavam-se florestas inteiras e envenenavam-se as águas, até que a Terra foi completamente destruída, consumida pelo fogo. Mas essa destruição trouxe também purificação e, para que uma nova humanidade pudesse renascer e recuperar o equilíbrio perdido, a Mãe Terra concedeu o amor, o perdão e a compaixão, resguardados nos corações das mulheres.

Assim, durante o ciclo de um ano, 13 aspectos da totalidade da sabedoria da Mãe Terra foram trazidos para o mundo visível com a ajuda da Avó Lua. A cada lua cheia, a luz prateada da Avó Lua tecia seus fios e materializava uma mulher, uma Mãe do Clã. Cada uma delas detinha um conhecimento particular, um ensinamento especial para ser transmitido aos filhos e filhas da Terra. Elas criaram uma irmandade que trabalhou com a mais pura dedicação para devolver às mulheres a força do amor e o bálsamo da compaixão. A Casa da Tartaruga, como foi chamado o conselho das Mães dos Clãs, compartilhava sua sabedoria para a cura da Terra, da alma das mulheres e para o restabelecimento do equilíbrio entre todos os seres.

O treze é o número da transformação e das lunações ao longo de um giro da Mãe Terra ao redor do Vovô Sol. Depois de cumprirem sua missão, elas voltaram para o ventre da Mãe Terra. Deixaram registrada toda sua sabedoria em 13 crânios de cristal de quartzo que foram guardados em locais sagrados de diversos pontos do mundo.

Por meio dos laços de sangue dos ciclos lunares, as Matriarcas criaram uma Irmandade que une todas as mulheres e visa a cura da Terra, começando com a cura das pessoas. Somente curando a si mesmas é que as mulheres poderão curar os outros (…) Apenas honrando seus corpos, suas mentes e suas necessidades emocionais, as mulheres terão condições de realizar seus sonhos.” (FAUR, 2015, p. 512)

1ª lunação:
Mãe da Natureza. Aquela que ensina a verdade e fala com todos os seres.
Guardiã das necessidades da Terra. Ela nos mostra o parentesco entre todos os seres da criação, nos ensina a respeitar o ritmo e o espaço sagrado de cada manifestação de vida e a ter cuidado conosco e com a Mãe Terra. Ela é a conexão entre todas as formas de vida.
Cor laranja, que representa eterna chama do amor existente em toda a criação.
Palavra-chave: pertencimento.

2ª lunação:
Mãe da Sabedoria. Aquela que honra a verdade e guarda os conhecimentos antigos.
Guardiã da Sabedoria. É protetora de todas as Tradições Sagradas e da Memória. Ela tem uma grande conexão como Povo das Pedras, pois esses têm registrado todas as experiências já vividas pela Mãe Terra. Ela nos ensina a honrar a Verdade em todos os Sagrados Pontos de Vista. Em sua sabedoria, compreende que existe verdade em todas as formas de vida.
Cor cinza, que representa imparcialidade, amizade e a aceitação da presença e verdade alheia, sem querer impor nossos próprios pontos de vista, valores e conceitos.
Palavra-chave: tolerância.

3ª lunação:
Mãe da Verdade. Aquela que avalia a verdade e ensina as leis divinas.
Guardiã da Justiça. Ensina os princípios da Lei Divina, o equilíbrio, a lei de ação e reação, a aceitação da verdade e o reconhecimento da nossa força e fraqueza, focalizando as qualidades e possibilidades para expandir a nossa essência.
Cor marrom, que representa o solo fértil da Mãe Terra e a conexão da Terra com as leis divinas.
Palavra-chave: compaixão.

4ª lunação:
Mãe das Visões. Aquela que vê a verdade em tudo e enxerga longe.
Guardiã das Profecias. É a que guia os espíritos durante os sonhos e as viagens astrais e ensina como compreender os símbolos das visões e os sinais que a vida apresenta. Ajuda o buscador a desenvolver a visão interna e avaliar as oportunidades e opções através da intuição. Embarcar na viagem interior, superar o medo pela confiança.
Cores pastéis, que representam a projeção da verdade em todos os matizes.
Palavra-chave: confiança na intuição.

5ª lunação:
Mãe da Quietude. Aquela que ouve a verdade e escuta as mensagens.
Guardiã do Silêncio. Ensina como silenciar para ouvir as mensagens da natureza, dos espíritos, dos Mestres, dos homens, dos nossos corações. Precisamos ouvir os pontos de vista de todos para aprender e progredir, discernindo a verdade das mentiras criadas como defesas.
Cor preta, que representa a busca de respostas e o silêncio necessário para encontrá-las.
Palavra-chave: silêncio.

6ª lunação:
Mãe da Fala. Aquela que fala a verdade e conta histórias que curam.
Contadora de Histórias. Ensina a falar sempre com o coração, dizer a verdade, mas com amor e sem incluir nossas projeções pessoais e os julgamentos a priori. Usar o humor para afastar os medos, equilibrar o sagrado com o profano, preservar a sabedoria dos ancestrais e a tradição oral.
Cor vermelha, a cor do sangue, que contém no DNA a sabedoria do legado ancestral.
Palavra-chave: poder da palavra.

7ª lunação:
Mãe do Amor. Aquela que ama a verdade em todas as manifestações da vida.
Guardiã do Amor Incondicional. Ensina a compaixão e o amor em todas as manifestações da vida (nosso corpo, nossos prazeres, respirar, comer, andar, brincar, trabalhar, amar, dançar).
Cor amarela (Avô Sol), que ama todos os filhos igualmente, sem julgar seus comportamentos e permitindo que eles passem pelas lições da vida arcando com as consequências dos seus erros ou escolhas prejudiciais.
Palavra-chave: desapego.

8ª lunação:
Mãe da Intuição. Aquela que serve à verdade e cura os filhos da Terra.
Protetora dos Mistérios da Vida e da Morte. Ensina as artes de curar e conhecimento sobre os ciclos da natureza, cura as feridas do corpo e da alma. Rege os momentos de passagem do nascimento à morte.
Cor azul, que representa intuição, verdade, harmonia, água e emoções.
Palavra-chave: auto-cura.

9ª lunação:
Mãe da Vontade. Aquela que ensina como viver a verdade.
Guardiã das Gerações Futuras e dos Sonhos. Rege a direção Oeste, lugar do princípio feminino. Ela ensina como olhar para dentro de si e encontrar a verdade pessoal, a encarar o futuro sem medo e manifestar os sonhos na Terra.
Cor verde, que representa a verdade.
Palavra-chave: futuro.

10ª lunação:
Mãe da Criatividade. Aquela que ensina como trabalhar com a verdade.
Guardiã da Força Criativa. Ela ensina como expressar nossa criatividade, desenvolver nossas habilidades e materializar nossos sonhos e idéias, destruindo as limitações e saindo da estagnação. Para materializar nossos sonhos devemos ter o desejo de criar, decidir fazê-lo e tomar as medidas necessárias para usar a força vital.
Cor de rosa.
Palavra-chave: autoexpressão.

11ª lunação:
Mãe da Beleza. Aquela que caminha com verdade, altivez e firmeza.
Guardiã da Liderança. Ensina a termos orgulho das nossas realizações, afirmar nossa auto-estima, criar nossa reputação pela nossa integridade e conhecimento. Traz novas idéias aos caminhos e verdades dos ancestrais. É a criadora da tradição da Tenda da Lua.
Cor branca, do uso adequado da vontade e autoridade e o lema é ‘pratique aquilo que fala’.
Palavra-chave: autoestima.

12ª lunação:
Mãe da Coragem. Aquela que louva a verdade e ensina a gratidão.
Guardiã da Abundância. Ela ensina a agradecer por tudo que recebemos da vida, abrindo espaço para a futura abundância. Através de testes e lições progredimos na nossa senda, não importa quais os desafios e as dificuldades, devemos agradecer por estas oportunidades que nos permitem desenvolver a nossa força interior. Ela nos mostra o valor do dar e receber e a celebrar a vida e louvar as bênçãos.
Cor púrpura.
Palavra-chave: gratidão.

13ª lunação:
Mãe da Transformação. Aquela que se torna a visão e ensina a mudança.
Guardiã dos Ciclos de Transformação. Ela é a síntese das qualidades das outras 12 Mães, mais do que a soma de todas elas, é aquela que realiza sua Orenda (missão espiritual) e cria um Sistema de Saber. Ela ensina como passar através das lições e mudanças para evoluir espiritualmente, sem nos deixar desviar pelas ilusões, buscando sempre a realização da essência do Ser.
Cor cristalina e luminosa, como os raios lunares e o brilho dos crânios de cristal.
Palavra-chave: realização.

Meditação para entrar em contato com as Matriarcas

Para entrar em contato com a Matriarca de qualquer lunação, sente-se confortavelmente, sozinha ou em grupo, e transporte-se mentalmente para uma planície longínqua. Ande devagar por entre os arbustos e diferente tipos de cactos, nascendo do chão pedregoso. O ar está calmo, o silêncio quebrado apenas pelo canto de alguns pássaros. Veja o Sol se pondo, colorindo o céu nos mais variados tons de dourado e púrpura. No meio dos arbustos, você enxerga uma construção rudimentar de adobe, meio enterrada no chão, lembrando o casco de uma tartaruga. Ao redor, há um círculo de treze índias, algumas idosas, outras jovens, vestidas com roupas e xales coloridos e enfeitadas com colares e pulseiras de prata, turquesa e coral. A mais idosa bate um tambor, as outras cantarolam uma canção que lhe parece familiar. Uma delas lhe faz sinal para que você se aproxime e você a segue respeitosamente.

Sabendo que chegou à Casa do Conselho, onde receberá apoio e orientação, você entra na estranha construção de teto, por uma abertura, descendo por uma escada rústica de madeira. Ao descer a escada, você se percebe dentro de uma Kiva, a câmara sagrada de iniciação dos povos nativos. As paredes estão decoradas com treze escudos, cada um ornado de maneira diferente, com penas, símbolos, conchas e fitas coloridas. O chão de terra batida está coberto de ervas cheirosas e algumas esteiras de palha trançada. No fundo da Kiva, você vê duas pequenas fogueiras, cuja fumaça sai por duas aberturas no teto. Esses fogos cerimoniais representam os dois mundos – o material e o espiritual – e as aberturas representam os canais ou “antenas ” que permitem a percepção dos planos sutis. A fumaça representa o caminho pelo qual os pedidos de auxílio e as preces são encaminhados para o Grande Espírito.

No centro, perto de um caldeirão, está sentada a Matriarca que você veio procurar. Ajoelhe-se e exponha-lhe seu problema. Ouça, então, sua orientação sábia ecoando em sua mente. Peça, em seguida, que ela toque seu peito, acendendo assim o terceiro fogo, a chama amorosa de seu próprio coração. Sinta o calor de sua benção curando antigas feridas e dissolvendo todas as dores, enquanto a chama lhe devolve a coragem, a força, a fé e a esperança. Agradeça à Matriarca pela dádiva que lhe devolveu seu dom inato e comprometa-se a restabelecer os vínculos com a Irmandade das mulheres, lembrando e revivendo a sabedoria ancestral. Despeça-se e volte pelo mesmo caminho, tendo adquirido uma nova consciência e a certeza de que jamais estará só, pois a Matriarca da Lunação de seu nascimento a apoiará e guiará sempre.

(FAUR, M. O Anuário da Grande Mãe;
FAUR, M. Círculos Sagrados para Mulheres Contemporâneas)

Então, Outono, onde está meu equilíbrio?

‘Equinócio’ é uma palavra que eu gosto muito. Tem uma mística especial. Vem do latim aequinoctium, de aequus – uniforme, igual, justo, e noctium, genitivo plural de nox, noctis – noite. Cada uma das épocas do ano em que o Sol, no seu movimento anual aparente, passa pelo plano do equador celeste fazendo com que os dias sejam iguais às noites.

Tanto o Outono quanto a Primavera são períodos de equilíbrio, para assentarmos a energia interna tal qual a externa, e então, adentrarmos nos Solstícios de Inverno e Verão.

Mas diferentemente da Primavera, que vem renascida e cheia de flores, o Outono, que ainda perdura por mais um mês, nos pede algo bastante específico: Doação.

É neste momento que as coisas partem, seguindo a natureza da vida-morte-vida, para depois poderem renascer saudáveis. Assim como as folhas das árvores que caem e se integram na mesma terra que alimentará as raízes: Se nos atentarmos, se nos entregarmos, e deixarmos que tudo o que é velho parta de verdade, seja uma situação, conceito, vivência, objeto… O Inverno não será pesado. Porque não haverá bagagem além do que é necessário, e isso é tão, tão simples, que se esquece.

As vezes nós nos perdemos de nós. As veze nos transpassamos. Mas sempre é possível reconectar. Sempre é possível caminhar. Caminhar ‘de agora em diante’.

Então, Outono, onde está o meu equilíbrio?
Que tal olhar para aquilo que já não serve e deixar que se vá?
Que tal preparar a terra para que as sementes possam vir?
Mais um ciclo, mais uma oportunidade.
Ainda está em tempo.

 (Larissa Isolani)

 

Lunações

Para podermos acompanhar as lunações e voltarmos a nossa atenção aos ciclos, de forma ainda mais consciente. Somos espelhos da natureza, e o que a afeta nos afeta também, diretamente. Observando os ciclos da terra, da lua, das águas, percebemos que os nossos ciclos pessoais não estão dissociados do que ocorre à nossa volta.

A Lua, um dos maiores símbolos do Sagrado Feminino, está diariamente presente no céu e em nossas vidas desde o início dos tempos. Ela influencia a agricultura, as colheitas, as marés, a menstruação, e os nossos próprios sentimentos e emoções. Ainda hoje os agricultores guiam-se por ela, para adquirir boas colheitas, semear em épocas propícias ou podar na altura certa.  Ela está intimamente ligada ao ritmo da terra; a semente que brota no ventre da Terra-Mãe, a flor que nasce frágil, o fruto que cresce, que amadurece e que seguidamente cai novamente na Terra-Mãe para dar continuidade ao ciclo que sempre se renova.” 

“Cada fase da Lua tem o seu próprio significado, os seus próprios atributos e simbolismos únicos. Um intimo conhecimento facilita a consciencialização e a conexão com a própria Deusa e permite-nos receber as Suas inúmeras bênçãos.

Lua Crescente: É quando a luz já se reflete em maior quantidade no céu, brilha mais luminosa, mas ainda não atingiu a sua metade. Nesta fase Ela representa a vitalidade, o impulso para a ação e liderança. A Deusa mostra a sua face Guerreira. Ela é a jovem adolescente, que começa a descobrir as mudanças no seu corpo e os valores dos mistérios femininos, pois encontra-se no limiar da feminilidade. Já detém os alicerces bem definidos, confiante nos valores que adquiriu e de seus ideais; está ciente que é detentora de um papel fundamental no mundo pelo qual Ela acredita poder lutar para melhorar. Tem consciência das suas armas e de sua força. Ela é a que corre livremente pelos bosques selvagens para seu próprio prazer a defender os seus residentes e a limpar o desrespeito da humanidade para com a natureza, sempre acompanhada de outras moças mas desinteressada de romances. Corajosa, tem um sentimento de invencibilidade protegida pelo escudo forjado na sua Confiança.  Tal como a Deusa, nesta fase da lua tendemos a sentirmo-nos lutadores e confiantes, mais ligados a natureza e aos passeios ao ar livre. Sentimo-nos abertos prontos para a ação.

*** Por vezes surge a dificuldade em saber distinguir a Lua Crescente da Lua Decrescente, isto deve-se ao fato de que o aspecto da lua varia quando observada em hemisférios opostos. No hemisfério Norte quando a Lua está Crescente é a parte direita que está iluminada. Quando a Lua está Decrescente é o lado esquerdo que está iluminado.  No Hemisfério Sul é o inverso. 

Lua Cheia: É apenas Luz brilhante e resplandecente, quando a Lua se encontra perfeitamente definida no céu. Nesta fase Ela representa a fertilidade, a maternidade, a vida, a criação, a esperança. A Deusa mostra a sua face de Mãe. Luminosa e otimista, espalha a esperança pelo mundo inteiro, em cada palpitar de coração. Ela é a criadora, a bondosa doadora da vida, bela e resplandecente, irradia alegria e serenidade. Experienciou a maior dádiva de ser Mulher, o poder de dar a vida. Transportou no seu ventre o fruto do amor e torna-se na mãe presente, aquela que cuida, que guarda, protege e alimenta a sua mais bela criação, com seu interminável amor incondicional. Ela aprende a pensar primeiro em outrem, no seu filho e só depois pensa em si, aprende a necessidade da partilha, consciencializa-se no quanto ela é necessária para a sobrevivência de seu fruto. Ela representa em seu todo o papel da Mulher-Mãe, da Terra-Mãe que dá seus frutos. Ela é a poderosa que tanto pode dar a vida como termina-la se ela assim entender. O Seu corpo apenas pertence a si mesma, e apenas ela detém o seu controle.  Tal como a Deusa, nesta fase da lua tendemos a sentirmo-nos mais otimistas, cheios de luz de esperança e amor incondicional, mas também defensores temíveis pelas causas e pessoas amadas.

Lua Minguante: É quando a escuridão começa a ganhar terreno sobre a luz.  Nesta fase Ela representa as provações da vida, as lições diárias, a dura aprendizagem que a vida nos dá. A Deusa mostra a sua face de Iniciadora. Com a sua própria vivência aprendeu que em todas as áreas da vida há lições a tirar. Sabe que é preciso que seus filhos caiam para assim tirarem as suas próprias lições. Ela sabe que todos os nossos atos diários, quer sejam alegrias, bênçãos, aflições ou perdas, tem sua razão de acontecer. Nada acontece apenas por acontecer. Todos os momentos são de aprendizado para a evolução do nosso Eu espiritual. Ela descobriu que provações e ganhos estão entrelaçados, completando-se um ao outro, de forma a doar as suas cores e sabores à existência de cada ser. Aprendeu que toda Ação tem sua Reação e que tudo o que plantamos, é colhido no seu devido tempo. Ela fornece a possibilidade da iniciação nos mistérios, mas exige uma profunda transformação, que implica em um verdadeiro renascimento. Tal como a Deusa, nesta fase da lua tendemos a tirar partido das provações da vida, aprendemos a descobrir e aceitar os nossos percalços e acima de tudo a aprender com eles. Temos tendência a ser bastante exigentes para conosco e para com os outros.

Lua Balsâmica: É a fase que segue ao Quarto Minguante, mais ou menos três dias antes da Lua Negra. Nesta fase Ela representa a sabedoria, a introspecção, os mistérios da morte, a bondade, a magia, a harmonia, a paciência. A Deusa mostra a sua face de Sábia, a anciã, a avozinha carinhosa, sempre com amor e conhecimento para partilhar. O Seu Corpo amadureceu, o seu cabelo iluminou-se de prateado e o seu rosto traz nele as marcas encantadoras que a aprendizagem da vida lhe deixou. Agora ela olha para dentro de si, numa introspecção profunda, pois ela alcançou o limiar do maior de todos os mistérios, o mistério da morte. A sábia conhece as verdades difíceis de se ouvir que aprendeu com as piores provações da vida. Conhece a responsabilidade, as ações e as Intenções. Detém o Poder da magia e sabe como utiliza-lo para o bem e para o mal, pois conhece os segredos mais antigos que partilha com o seu próximo. Define-se pelas suas escolhas e suas ações, e controla as suas alegrias ou as suas tristezas com o poder da metamorfose. Ela é a paciente que sabe ouvir.  Tal como a Deusa, nesta fase da lua tendemos a sentirmo-nos mais reservados, mais pacientes, com tendências para o recolhimento e introspecção.

Lua Negra: É quando não há luz visível na Lua; ela encontra-se negra, profundamente negra.  Ela representa a face mais obscura da Deusa, a morte, a transformação, detentora de todos os mistérios. A Deusa mostra a sua face de Fiandeira. Esta é a fase que deu origem a imagem da bruxa malévola, assustadora, temível em muitas lendas. Pois ela é a que detém o poder de criar, cortar e remendar as vidas, se essa for a sua vontade. Ela é a que vem buscar os seus filhos na hora que ela lhes predestinou. Agora conhece todos os segredos e mistérios. Tudo o que a Criança, a Guerreira, a Amante e a Sacerdotisa sabem ela aprendeu. Ela provou o poder da concepção e do amor incondicional ao ser Mãe. Como Iniciadora de seus próprios filhos, aprendeu que a vida é a melhor escola de Aprendizagem constante. Vivenciou o poder da Curandeira ajudando os próximos e desempenhou o poder da Sábia anciã. Conselheira paciente, descobriu os mistérios da morte. Agora juntou todos esses conhecimentos e experiências e transformou-as numa espiral mágica circular detentora de todos os mistérios. Na sua complexidade e na sua simplicidade, Ela é a morte no coração da vida, a escuridão do anoitecer, a noite antes do amanhecer, Ela é o Tudo.  Esta é a face mais complexa da Deusa, o Inicio e o Fim, e nesta época geralmente é quando vamos ao mais profundo de nosso ser, quando na maior escuridão surge a luz da esperança, e do recomeço do ciclo eterno.

A Lua Nova: Surge logo após a noite sem lua, quando apenas emerge um fino fio de luz prateado no céu. Nesta fase Ela representa o início da vida, da concepção, o início da jornada. A Deusa mostra a sua face de Criança, despertando para a vida, cheia de vontade de aprender e experienciar; absorve toda a aprendizagem do meio que a envolve. É aqui que Ela constrói os seus alicerces com toda sua pureza e inocência. É energética e cheia de sonhos e com sede de conhecimento. Ela vai crescendo, descobrindo, aprendendo e se afirmando.  Tal como a Deusa, nesta fase da lua tendemos a nos sentir revigorados, cheios de energia e mais ligados com os Seres Elementais.

… E o círculo completa-se e continua a sua dança interminável.”

 (Xamanismo Feminino)

Dicionário de Botânica Oculta – Os Astros e as Plantas

Não existe nenhuma coisa na natureza, criada ou dada à luz, que não revele exteriormente a sua forma interior, porque tudo o que é íntimo tende sempre a manifestar-se (…) como podemos observar e constatar com as estrelas e os elementos, com as criaturas, e com as árvores e as plantas (…). É por isso que a assinatura constitui uma fonte de compreensão, através da qual o ser humano não só se conhece a si próprio, mas pode reconhecer a quintessência de todos os seres.” Jacob Boehme (1575-1624)

 Os Astros e as Plantas

Uma vez que todos os planetas de nosso sistema solar orbitam aproximadamente o mesmo plano, vemos o Sol e os planetas desfilarem pelo céu sempre pelo mesmo caminho aparente. Este caminho percorrido pelos planetas, que leva o nome de Zodíaco, está dividido em doze signos distribuídos em quatro grupos de três. Cada grupo está ligado a um dos elementos: terra, fogo, ar e água.

Todos os planetas influenciam o reino vegetal de modo a imprimir nele suas principais características, mas o Sol e a Lua a exercem sua influência de maneira mais acentuada. Eis a influência dos planetas numa árvore:

Flores: Vênus

Frutos: Júpiter

Folhas: Lua

Cascas e sementes: Mercúrio

Tronco: Marte

Raízes: Saturno

Sol: Toda a planta

A Lua, embora exerça maior influência sobre as folhas, à medida que passa pelos signos transmite ao solo e também ao reino vegetal como um todo forças que vão beneficiar todas as suas partes. Por exemplo:

– Raízes: serão beneficiadas pela passagem da Lua pelos signos regidos pelo elemento terra;

– Folhas e Caules: serão beneficiados pela passagem da Lua pelos signos regidos pelo elemento água;

– Flores: serão beneficiadas pela passagem da Lua pelos signos regidos pelo elemento ar;

– Frutos e Sementes: serão beneficiados pela passagem da Lua pelos signos regidas pelo elemento fogo.

As fases da Lua também participam do processo vital dos vegetais. Através dos tempos, o homem observou que as fases da Lua estão ligadas ao aproveitamento correto da luminosidade que, embora menos intensa que a solar, penetra mais fundo no solo e, assim, acelera o processo de germinação das sementes. Dessa maneira, as plantas que recebem mais luminosidade lunar na sua primeira fase de vida, tendem a brotar rapidamente, desenvolvendo mais folhas e flores, realizando a fotossíntese com mais eficácia. Então:

Lua Nova é boa para fazer podas, capinar o mato (porque demora mais para crescer), colher raízes suculentas e fazer adubação;

Lua Crescente é boa para preparar a terra; semear e colher folhas e frutos; fazer enxertos; plantar flores e folhagens em vasos;

Lua Cheia não é boa para plantar nem transplantar e muito menos capinar, pois o mato cresce mais rapidamente. A seiva das plantas concentra-se toda nas extremidades e o ideal é não mexer nas plantas;

Lua Minguante é boa para plantar e colher raízes; colher e armazenar grãos.

 

Biblioteca das Plantas

Dicionário de Botânica Oculta

Agave (Angustifolia Marginata): Deve ser colhido na hora de Saturno.

Abrótano (Abrotanum): Colhe-se sob o signo de Escorpião.

Absíntio (Artemisa Absinthyum): Planeta Marte. Signo zodiacal Capricórnio.

Acácia (Acacia): Planeta Mercúrio.

Açafrão (Crocus Sativus): Colhe-se quando o Sol está em Leão ou em Peixes ou quando aLua está em Câncer.

Acanto (Acanthus Mollis): Planeta Marte.

Acônito (Aconitum Napellus): Planeta Saturno. Signo zodiacal Capricórnio.

Agno Casto (Agnus Castus): Planeta Saturno. Signo zodiacal Câncer.

Alcachofra (Cynara Scolymus): Planeta Marte. Signo zodiacal Escorpião.

Aloés (Aloé Socotrina): Planeta Sol.

Angélica (Archangelica Officinalis): Colhidas na hora de Saturno, as folhas são boas para curar a gota; a raiz, arrancada na hora do Sol ou de Marte, sob o signo de Leão, cura a gangrena e as mordidas venenosas.

Anis-Verde (Pimpinella Anisum): Suas propriedades curativas são mais eficazes se dita planta for colhida na hora de Mercúrio sob os signos de Gêmeos ou Virgem.

Arnica (Arnica Montana): Planeta Sol.

Aveia (Avena Sativa): Planeta Sol e Lua.

Hamamélis (Hamamelis Virginica): Planeta Mercúrio.

Beladona (Atropa Belladona): Suas folhas secas e trituradas e misturadas ao açafrão e cânfora constituem um perfume mágico para afugentar as larvas do astral. PlanetasSaturno e Vênus. Signo zodiacal Escorpião.

Briônia (Bryonia Alba): Planeta Mercúrio.

Cana (Arundo Donax): Planeta Mercúrio.

Canela (Cinnamomum Zeylanicum): Emprega-se nos perfumes mágicos do Sol e em certos filtros de amor.

Cânhamo Hindu (Cannabis Indica): Planeta Saturno.

Celidônia (Chelidonium Majus): Planeta Sol. Signo zodiacal Sagitário.

Centáurea Menor (Erythraea Centaurium): Planeta Júpiter. Signo zodiacal Leão.

Cevada (Hordeum Vulgare): Planeta Sol.

Coca (Erythroxylum Coca): Planetas Saturno e Sol.

Coentro (Coriandrum Sativum): Com os frutos desta planta, reduzidos a pó e misturados com almíscar, açafrão e incenso, obtém-se um perfume de Vênus muito eficaz nas práticas de magia sexual. Os amuletos e talismãs amorosos devem ser defumados com este perfume (Agrippa).

Consólida (Symphytum Officinalis): Quente e seca. Vênus em Sagitário ou em Aquário. Planta consagrada pelos gregos a Juno, primeira das divindades femininas e rainha dos deuses. Seu nome grego é Hebe.

Corriola (Calystegia Sepium): Planetas Júpiter e Sol.

Couve (Brassica Oleracea): As sementes da couve são um excelente vermífugo. Signos zodiacais Câncer e Escorpião. A couve vermelha, chamada Lombarda, comida antes de um banquete, evita os mal-estares produzidos pelo vinho tomado em grande quantidade. Tem propriedades contra as flatulências, a bílis e a icterícia. Planetas Lua e Júpiter.

Cravinhos (Eugenia Caryophyllus): Planta quente e seca. Colhe-se quando o Sol está emPeixes ou quando a Lua está em Câncer.

Culantrilho (Adianthum Capillus): Planeta Saturno.

Dictamo Branco (Dictamnus albus): Planeta Marte. Signo zodiacal Câncer.

Erva Gateira (Nepeta Cataria): Planeta Mercúrio.

Erva Moura (Solanum Nigrum): Signo zodiacal Libra.

Escabiosa (Succina Pratensis): Signos zodiacais Touro e Libra. Planeta Mercúrio.

Espinheiro Cervical (Rhamnus Catharticus): Planta consagrada a Saturno. Signo zodiacal Libra.

Estramônio (Datura Stramonium): Planeta Saturno.

Faia (Fagus Sylvatica): Planetas Júpiter e Saturno.

Fava (Faba Vulgaris): As favas, colhidas em fins de outubro, estão sob os auspícios de Escorpião e Mercúrio. O fruto é de Saturno e da Lua.

Feto Macho (Polystichum Fílixmas): Planeta Saturno. Signo zodiacal Sagitário.

Figueira (Ficus Carica): O fruto branco pertence a Júpiter e Vênus. O fruto negro, aSaturno. Signo zodiacal Aquário.

Funcho (Foeniculum Vulgare): Signos zodiacais Peixes ou Aquário.

Genciana (Gentiana Lutea): Planeta Sol. Signo zodiacal Leão.

Girassol (Helianthus Annuus): Planeta Sol. Signo zodiacal Leão.

Heléboro Negro (Helleborus Niger): O Heléboro negro é uma das plantas mais usadas pelos bruxos. Sua raiz é colhida na hora de Saturno (Agrippa).

Hissopo (Hyssopus Officinalis): Planeta Sol. Signo zodiacal Leão.

Incenso (Commiphora Myrrha): No comércio é conhecido com o nome de incenso macho, aquele que emana diretamente da árvore. O que é extraído artificialmente leva o nome de incenso fêmea. O primeiro é o mais apreciado, chamado também olíbano. Planetas Sol e Júpiter. Signo zodiacal Leão.

Ipecacuanha (Cephaelis Ipecacuanha): Planetas Lua e Sol.

Íris (Iris x Germanica): Vênus em Libra.

Jacinto (Hyacinthus Orientalis): Planetas Sol e Vênus.

Junípero (Juniperus Communis): Planeta Vênus. Signo zodiacal Gêmeos.

Kousso (Brayera Anthelmintica): Secas e pulverizadas e lançadas sobre brasas vivas, suas flores desprendem emanações que ajudam eficazmente o desenvolvimento das forças psíquicas e facilitam o aperfeiçoamento mediúnico. Planeta Sol.

Lírio (Lilium): Deve ser colhida quando a Lua ou Vênus estejam sob os signos de Áries ouLibra. Com esta planta se fabrica um perfume mágico muito conveniente para queimar no recinto onde se realizam experiências teúrgicas ou se esperam manifestações astrais. Frio e seco. Planetas Júpiter e Vênus, Lua em Áries ou Touro.

Lótus (Nelumbo Nucifera): Planeta Sol. Signo zodiacal Leão.

Loureiro-Cerejeira (Prunus Laurocerasus): O louro cereja é um dos vegetais que mais se empregam nos trabalhos de feitiçaria. Planetas Saturno e Lua.

Loureiro-Comum (Laurus Nobilis): Sol em Leão ou Lua em Peixes.

Lúpulo (Humulus Lupulus): Planetas Saturno e Lua.

Macela (Anthemis Nobilis): Planeta Sol. Signo zodiacal Libra.

Macieira (Pyrus Malus): Árvore consagrada a Ceres. O talo é de Escorpião. As folhas são de Gêmeos e Virgem. O fruto é de Vênus.

Mandrágora (Mandragora Officinalis): Planeta Saturno. Signo zodiacal Capricórnio.

Marroio-Branco (Marrubium Vulgare): Colhe-se sob o signo zodiacal de Virgem.

Melissa (Melissa Officinalis): Planetas Sol e Júpiter.

Mercurialis (Mercurialis Annua): Planeta Lua. Signo zodiacal Virgem.

Mil-Folhas (Achillea Millefolium): Planetas Sol e Lua. Signo zodiacal Câncer.

Mirra (Chenopodium Mirrah): Planeta Vênus.

Morangueiro (Fragaria Vesca): Planeta Júpiter. Signo zodiacal Peixes.

Murta (Myrtus Communis): Planeta Vênus. Signo zodiacal Touro.

Nabo (Brassica Napus): Planeta Lua. Signo zodiacal Capricórnio.

Narciso (Narcissus Poeticus): Planeta Vênus. Signos zodiacais Touro e Leão.

Nogueira (Juglans Regia): Planeta Lua. Signo zodiacal Sagitário.

Oliveira (Olea Europea): Planeta Júpiter. Signo zodiacal Peixes.

Tansagem (Plantago Major): Colhe-se quando o Sol e a Lua estão em Câncer ou então quando o Sol está em Peixes e a Lua em Câncer.

Urupê (Polyporus Officinalis): Planeta Lua.

(Biblioteca das Plantas – Ervas e Especiarias)

Mulheres Mágicas

Que recordemos sempre (a nós mesmas e umas às outras), seja através da dança, das artes, das terapias, das ervas ou das flores, de uma caminhada solitária pelo bosque ou de uma partilha com uma irmã querida, sobretudo nos momentos mais desafiadores… Recordemos que ‘o poder’ está conosco, diante da nossa própria vida e evolução… E que temos todos os instrumentos necessários, por dentro e por fora, para cumprirmos com o propósito dos nossos corações. Onde há uma mulher, há magia.

(Larissa Isolani)