Saraswati | Deusa da Sabedoria e das Artes

Saraswati é relacionada na Índia com a criação da civilização: O primeiro alfabeto, as artes, a matemática, a música, e a magia. É dito que o brilho Dela representa a luz poderosa, pura de sabedoria. Sabedoria capaz de destruir a escuridão da ignorância.”

“Saraswati (ou Sarasvati), conhecida também por outros nomes como Gayatri, Vani, Bharati, Gira, Brahmani, Sharada, e Vidhatri, é a Deusa da sabedoria universal. Esposa de Brahma, o deus da criação, e a mãe dos principais sábios, ascetas, e vários outros Deuses e Deusas do universo.

Há na Índia um rio levando seu nome, sendo a Deusa a personificação deste rio. O povo local cultua seu poder de criar a vida por onde passa. A mesma habilidade do rio de fluir e criar seu próprio caminho é visto nos atributos da Deusa. Ela é a Deusa que deixa o conhecimento divino fluir, sem barreiras. Também é cultuada como Deusa das artes, da criação e da música.

As pinturas e estátuas de Saraswati contém diversos significados simbólicos. Ela é comumente  representada com quatro braços sentada sobre uma flor de lótus branca com um cisne e um pavão. Em uma de suas mãos, segura escrituras sagradas, enquanto em outra segura um rosário, símbolo de concentração e meditação. As outras duas mãos ela usa para tocar seu instrumento, o Veena, e deixar a música fluir, estabelecendo assim a harmonia.

O cisne que carrega a Deusa representa a habilidade de distinguir a diferença entre o certo e o errado e a capacidade de espalhar o conhecimento com responsabilidade. O pavão, por sua vez, deseja estar no lugar do cisne, porém, como ele possui a tendência de se exibir e mostrar superioridade, ele ainda não está apto a atingir o estado de consciência necessário para poder carregar a Deusa. O Lótus branco representa o conhecimento supremo.

Saraswati está ligada a toda a manifestação de conhecimento e arte que possui fluidez. Todo o conhecimento deve seguir seu caminho, assim como o rio, e inundar outros seres com sua sabedoria. Seja através de inscrições, de pinturas ou da música, o importante é sempre deixar o conhecimento livre, e buscar transmiti-lo de forma consciente.

Os sábios orientais, antes de começarem qualquer leitura, sempre invocam o nome de Saraswati para que ela conceda a perspicácia e o discernimento necessários para o aprendizado, pois dizem que a chave para os planos superiores é o conhecimento.”

(Adaptado de ‘Santuário Lunar’)

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