Então, Outono, onde está meu equilíbrio?

‘Equinócio’ é uma palavra que eu gosto muito. Tem uma mística especial. Vem do latim aequinoctium, de aequus – uniforme, igual, justo, e noctium, genitivo plural de nox, noctis – noite. Cada uma das épocas do ano em que o Sol, no seu movimento anual aparente, passa pelo plano do equador celeste fazendo com que os dias sejam iguais às noites.

Tanto o Outono quanto a Primavera são períodos de equilíbrio, para assentarmos a energia interna tal qual a externa, e então, adentrarmos nos Solstícios de Inverno e Verão.

Mas diferentemente da Primavera, que vem renascida e cheia de flores, o Outono, que ainda perdura por mais um mês, nos pede algo bastante específico: Doação.

É neste momento que as coisas partem, seguindo a natureza da vida-morte-vida, para depois poderem renascer saudáveis. Assim como as folhas das árvores que caem e se integram na mesma terra que alimentará as raízes: Se nos atentarmos, se nos entregarmos, e deixarmos que tudo o que é velho parta de verdade, seja uma situação, conceito, vivência, objeto… O Inverno não será pesado. Porque não haverá bagagem além do que é necessário, e isso é tão, tão simples, que se esquece.

As vezes nós nos perdemos de nós. As veze nos transpassamos. Mas sempre é possível reconectar. Sempre é possível caminhar. Caminhar ‘de agora em diante’.

Então, Outono, onde está o meu equilíbrio?
Que tal olhar para aquilo que já não serve e deixar que se vá?
Que tal preparar a terra para que as sementes possam vir?
Mais um ciclo, mais uma oportunidade.
Ainda está em tempo.

 (Larissa Isolani)

 

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